segunda-feira, 24 de julho de 2017

13 lugares mais assombrados do Brasil


Edifício Joelma - SP


Hoje chamado edifício Praça da Bandeira, o antigo edifício Joelma é conhecido na cidade de São Paulo por seu histórico sombrio. Antes mesmo de ser construído, havia no local uma casa onde foram cometidos três assassinatos e um suicídio, mas o lugar é mais conhecido por um incêndio de grandes proporções que ocorreu lá, no ano de 1974 deixando 191 mortos e mais de trezentos feridos. Hoje há inúmeros relatos de coisas estranhas que ocorrem nas dependências do local, vultos, aparições com formas humanas que desaparecem, e há até uma foto tirada lá durante as gravações de um filme, onde se pode ver uma forma estranha, são apenas alguns dos fenômenos testemunhados no lugar. 

Teatro Amazonas - AM


Fundado em 1896, na época em que Manaus se tornou um grande centro comercial, sobretudo movido pelo ciclo da borracha, o Teatro Amazonas foi construído quase que totalmente com matéria prima e mão de obra européia. O lugar coleciona inúmeras histórias de aparições, as lendas dizem que muitos atores europeus morreram lá, vitimas de doenças tropicais como malária e febre amarela, e que suas almas permanecem presas ao lugar até os dias de hoje. Dizem ainda, que há tantos fantasmas lá, que seria suficiente para encenar uma peça teatral somente com os espíritos.

Mercado Modelo - BA




O atual prédio data do ano de 1861, seu uso inicial foi como alfândega, porém abaixo do atual mercado existe uma espécie de porão, que segundo se especula seja bem mais antigo que o próprio prédio, lá seria uma espécie de senzala, onde os escravos recém chegados da África eram mantidos provisoriamente até serem vendidos, este local contudo, alagava constantemente, matando qualquer um que lá estivesse no momento. Segundo as lendas, até hoje é possível ouvir os gritos dos escravos clamando por ajuda, além de sensações horríveis em quem ousa visitar o antigo porão.

Fordlândia - PA




Fordlandia como é popularmente conhecida, é uma espécie de cidade abandonada na região noroeste do Pará, construída em 1928 a mando de Henry Ford, como um projeto audacioso para produção de borracha. Lá foram construídas fábricas, casas, hospitais e uma grande plantação de seringueiras. Após um fungo dizimar a plantação e ocorrer vários conflitos culturais, o projeto foi abandonado, porém pessoas do Brasil inteiro que foram para lá movidos pela promessa de uma vida melhor, permaneceram até o fim da vida naquelas terras sem condições de voltar. Dizem que hoje as almas dessas pessoas continuam a viver no lugar, assombrando quem for até lá.

Igreja Nossa Senhora da Conceição de Comandaroba - SE




Esta igreja foi construída em 1734 por padres jesuítas, e não se sabe bem o por que dela ser considerada assombrada, o fato é que aos fundos da igreja há um pequeno cemitério, além de possuir em seu interior uma cripta, onde apenas as pessoas mais renomadas da época eram enterradas. Hoje dizem que quem visita o local por vezes pode ouvir passos, o som de água sendo jogada no chão entre outras coisas estranhas, e há ainda um relato de uma mulher que cuidava do local, e mãos invisíveis a asfixiaram, quase levando ela a morte.

Vagão funerário de Paranapiacaba - SP




Por volta do inicio do século XX, a empresa responsável pelas ferrovias de São Paulo, a São Paulo Railway colocou em serviço um vagão funerário, utilizado tanto para transportar os mortos entre as cidades de Santos e São Paulo, tanto para se fazer os velórios durante o trajeto, que durava horas. Muitos anos depois o vagão foi desativado e colocado em exposição na cidade de Paranapiacaba, quando em 1992, segundo dizem, um jovem de pouco mais de vinte anos morreu de ataque cardíaco ao visitá-lo. Até então era possível visitar o interior do antigo vagão, depois de inúmeros relatos sobre empurrões e pessoas sendo tocadas por algo invisível, além da morte do rapaz, a entrada no vagão está proibida, ainda sendo possível visitá-lo, apenas pelo lado de fora.

Teatro Santa Roza - PB




Em João Pessoa, existe um teatro, construído em 1889, onde dizem que muitas coisas sobrenaturais ocorrem, como empurrões, avistamento de espíritos andando pelo local, além de objetos que somem e reaparecem em lugares estranhos. Lendas contam que no local do atual teatro, eram realizados espetáculos e assassinatos de escravos revoltosos, que fugiam de seus patrões e eram recapturados. Houve ainda um caso onde um mágico sueco morreu no palco do lugar, após um numero que deu errado. Todo o sofrimento que aquele lugar presenciou, transformou-o no lugar mais assombrado da Paraíba.

Cruz do Patrão - PE




Em recife existe um pequeno monumento, uma coluna de pedra escura com uma cruz no topo. A data de sua construção é incerta, mas o que se sabe é que ela é muito antiga. Ao pé do monumento foi descoberto um cemitério clandestino, onde eram enterrados escravos mortos. Além dos escravos os militares condenados a morte também eram fuzilados ali, dizem ainda que o lugar era utilizado para a pratica de rituais de bruxaria. Nos dias de hoje dizem que o lugar é extremamente assombrado, havendo relatos de pessoas que viram um grande número de espíritos raivosos perto da base da cruz.

Castelinho da rua Apa - SP


Uma cidade como São Paulo abriga inúmeros lugares considerados assombrados, porém um chama a atenção, uma antiga casa em formato de castelinho, construída em 1912, por uma família abastada da cidade. Ali, cerca de 25 anos mais tarde ocorreu um crime trágico que nunca foi totalmente solucionado. Pelo que dizem, um homem matou sua mãe e seu irmão no local, se matando em seguida. O lugar foi abandonado tempos depois, mas dizem ser tão assombrado que nem os mendigos nas noites mais frias tem coragem de dormir nele. O local já foi até investigado por uma equipe de investigadores paranormais estadunidense, onde dizem ter gravado o áudio de uma discussão, seguida de dois tiros.

Ed. Martinelli - SP




Inaugurado em 1929, na época o edifício mais alto da América latina, recebia a alta sociedade de São Paulo em seus trinta andares, e na mansão que fica no terraço. Na época da segunda guerra mundial, por seu dono ser italiano, o prédio foi tomado pela União, tempos depois se tornou um grande cortiço. Durante as décadas de 1940 até a década de 1970 ocorreram vários crimes no local, entre eles, uma garota que fora jogada do 17 andar do prédio, um menino judeu que foi estuprado, morto e jogado no foço do elevador e uma mulher de 17 anos que foi encontrada morta em um prédio ao lado do Martinelli. Hoje tem seu terraço aberto a visitação, onde existe até hoje a mansão do antigo dono, e muitos dos que visitaram o prédio, alegam terem sentido coisas horríveis e sensações de serem tocados, outros dizem avistar vultos por lá.

Solar das sete mortes - BA




Uma das construções mais antigas ainda de pé em Salvador, datada de meados do século XVII, a história desse luxuoso solar, carrega várias mortes, o lugar tem esse apelido pois ali foram mortas sete pessoas diferentes, todas envenenadas, o crime nunca foi solucionado, porém tudo apontava para uma escrava vingativa, que sofreu inúmeros maus tratos . A fama do lugar se deu depois dos vizinhos do lugar alegarem ouvir muitos barulhos na casa, principalmente a noite. O solar que hoje é um museu, já é considerado assombrado desde muito tempo. Há relatos de gritos no local, além de vários vultos.

Castelinho do Flamengo - RJ




O prédio foi construído em 1916, por uma família muito rica do Rio de Janeiro. Moravam lá um casal e sua filha pequena, chamada Maria de Lourdes. Certo dia os pais da menina morreram em um acidente de carro, depois disso a guarda da menina e toda a fortuna passou para um tutor, que a maltratava e a manteve presa na torre da construção, até sua morte. Dizem que até hoje a menina continua lá, em busca de vingança, aterrorizando quem ousar incomodá-la. Hoje o local se transformou em centro cultural, e além de inúmeros avistamentos da menina perambulando pelo lugar, já foi tirada até uma foto no local onde uma menina aparece, e peritos dizem ser Maria de Lourdes.

Forte de São José de Macapá - AP





O forte de São José, em Macapá, é considerado uma das maiores construções portuguesas na América, sua construção data do ano de 1764, mas só foi concluído em 1784, era utilizado para combater os invasores que tentavam a todo custo tomar faixas de terras no norte do país. Para a construção do lugar foi utilizada mão de obra escrava, dizem que muitos escravos tentavam fugir pelo poço no centro da construção, que terminava em um desaguadouro e morriam lá dentro, além de muitos soldados que sucumbiam as doenças da região. Tudo isso contribuiu para sua fama de assombrado. Pessoas dizem avistar antigos soldados que morreram no local, além de escravos descalços e mesmo a figura de uma mulher que levita pela praça principal.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Lugares amaldiçoados - edifício Joelma

     Antes de tratar sobre os acontecimentos que ocorreram no dia 1 de fevereiro de 1974, no edifício Joelma, acredito que devemos voltar 26 anos atrás, e assim talvez possamos ter uma visão mais ampla dos eventos trágicos que acarretaram na morte de muitas pessoas e no sofrimento de centenas de almas.

4 de novembro de 1948


casa número 74, rua Antônio João

     Por volta das nove da manhã, a casa de número 74 da rua Santo Antônio, no centro da cidade de São Paulo, foi assolada por um triste e brutal acontecimento, Paulo Ferreira de Camargo, 26, um promissor professor de química da Universidade de São Paulo, acabava de matar sua mãe, Benedita Ferreira de Camargo, 56, e sua irmã mais velha, Maria Antonieta, 23, na sala de estar, em seguida o homem arrastou os corpos de ambas para os fundos da casa e esperou friamente por sua outra irmã, Cordélia, 19, que em seu horário de almoço sempre ia em casa comer. Por volta do meio dia a mulher chegou em casa, e tão logo adentrou a residência, foi recebida pelo irmão que também a matou.
     Paulo, em seguida colocou capuzes pretos nas cabeças das mulheres e jogou-as em um poço no fundo do quintal da casa, poço esse, feito sob encomenda do homem tempos antes, de maneira totalmente premeditada, quando indagado, respondia que necessitava do poço para experimentos químicos.
Paulo Ferreira de Camargo
     O homem, considerado excêntrico desde a época de sua graduação, era órfão de pai desde muito novo, sua família era considerada de classe média, a senhora Benedita apesar de muito reservada, sempre foi vista por todos como rígida na criação dos filhos, como mãe viúva, se esforçara muito na criação dos três filhos, e apostou suas fichas no único filho homem, traçando planos sobre sua vida.
     Quando Paulo começou a relacionar-se com a ajudante de enfermagem, Isaltina dos Amaros, 23, que não era mais virgem, algo que ainda era extremamente mal visto pela sociedade da época, um turbilhão de brigas e intrigas se desenrolou, inúmeras cobranças e discussões entre a mãe e as irmãs e o homem se deram, a isso soma-se o fato de sua irmã, Maria Antonieta ter sido diagnosticada com esquizofrenia, e assim, o ambiente no endereço 73 da rua São João se tornou profundamente caótico. 
     Teorias apontam duas possíveis causas para o crime, a primeira diz que pelo fato de sua família não aceitar o seu relacionamento com Isaltina, Paulo decidiu por fim a vida da mãe e das irmãs. A segunda alega que Paulo não queria cuidar de sua mãe, já idosa e de sua irmã, diagnosticada com esquizofrenia.
     Depois do crime, o homem continuou a viver normalmente. Para os curiosos e desconfiados, dizia que sua mãe e irmãs haviam morrido em um acidente automobilístico no estado do Paraná enquanto viajavam. Essa explicação não convenceu os vizinhos, pois o homem nem sequer demonstrava tristeza ou angustia, pelo contrário, demonstrava total indiferença com a morte de todos os membros de sua família.
     O desfecho dessa história só se deu 19 dias após os assassinatos. Após a denuncia de vizinhos, a polícia de São Paulo foi até a casa do homem para investigar, lá chegando eles interrogaram Paulo acerca do poço, o homem respondeu a todas as perguntas da mesma maneira que respondeu aos construtores do poço, ele seria utilizado para uma futura fábrica de adubos que ele iria começar, porém, os policiais não se convenceram da versão dada pelo homem e foram inspecioná-lo, a primeira vista nada parecia fora do normal, mas ainda não convencidos, os investigadores solicitaram a ajuda do corpo de bombeiros.
     Os homens do corpo de bombeiros não tardaram a chegar, logo em seguida um dos homens foi alçado e desceu até o poço para averiguar, já lá embaixo ele se deparou com algo que tiraria seu sono e mais tarde sua vida, ele encontrou os corpos das três mulheres em avançado estado de decomposição. Na época dos fatos o material de segurança pessoal do corpo de bombeiros era quase rudimentar, e por ter descido até lá sem os devidos cuidados, o bombeiro morreu tempos depois de infecção cadavérica, decorrente do seu contato com a água podre onde os corpos estavam.
bombeiro resgatando os corpos
     Sabendo que seria preso e teria sua vida arruinada, Paulo correu e se trancou no banheiro da casa, onde havia previamente guardado um revolver e sem pestanejar disparou um tiro contra o próprio coração, morrendo quase que instantaneamente ali mesmo, pondo fim a essa trágica história. Bem, isso é o que dizem alguns, para outros esse foi apenas mais um episódio de um mal muito maior.

Histórico de dar medo


     Mas talvez você esteja se perguntando, afinal qual a relação entre essa história e o caso do edifício Joelma, ocorrido quase trinta anos depois, e é justamente ai que a história ganha ares de um filme hollywoodiano, pois no mesmo endereço onde esses crimes ocorreram, no ano de 1972 foi construído o famoso edifício Joelma, que hoje é conhecido como edifício Praça da Bandeira.
     Alguns podem alegar que tudo não passa de coincidência, porém se voltarmos mais ainda no tempo, para a época pré colonial, mais precisamente para meados do século XVI, havia a cerca de um quilômetro do local do atual edifício Praça da Bandeira, um pequeno rio, cujos indígenas denominavam-no de “Anhangabaú” ou em português, algo como “o lugar onde vive o mal”, a crença desses homens em algo muito ruim que ali habitava era tão forte, que evitavam o quanto podiam passar próximo ao local, e dizem às lendas que até a água dali podia matar quem a bebesse, apesar disso mantinham perto do local um cemitério. Séculos depois, esse rio foi aterrado e hoje é o famoso vale do Anhangabaú, vale esse que abriga o mais antigo viaduto da cidade, o Viaduto do Chá, construído no ano de 1892, e que por muitos anos fora conhecido como o “suicidodromo” de São Paulo, pois era o local escolhido por muitos que desejavam tirar as próprias vidas.
     O próprio local onde foi construído o edifício Joelma, mesmo antes de ter havido casas ali, especula-se que foi utilizado para a tortura de escravos.
     Agora que o histórico do local foi levantado, podemos perceber que a região onde o edifico Joelma fora construído sempre foi carregada de eventos sombrios e trágicos, é como se aquela terra guardasse segredos ocultos por mais de meio milênio, aquele chão apesar de ter mudado muito, parece que ainda está manchado de sangue e sofrimento, de todas as almas que já pereceram em um local amaldiçoado.
     Agora vamos ao mais conhecido evento que aquele lugar já foi palco, o dia em que o céu da cidade de São Paulo ficou preto de fumaça, e ardeu em chamas.

1 de fevereiro de 1974

edifício Joelma, 1974

     Com sua construção finalizada em 1972, logo foi alugado ao Banco Crefisul de Investimentos.
     Em uma sexta feira chuvosa, como muitas outras na cidade de São Paulo, por volta das nove horas da manhã (mesmo horário dos assassinatos de 1948), um curto-circuito em um aparelho de ar condicionado no 12° andar, ocasionou um principio de incêndio, que rapidamente se espalhou por grande parte dos andares próximos. Cerca de quinze minutos após o inicio do incêndio, o fogo já tomava grande parte do prédio, impossibilitando que muitas das pessoas presentes no edifício conseguissem fugir pelas escadas. Desesperadas, as pessoas começaram a utilizar os elevadores para fugir, porém logo o fogo atingiu o sistema elétrico dos elevadores, o que fez com que todos parassem.
     O caos se instalou entre todos que estavam dentro do prédio, muitos seguiram rumo ao terraço, na expectativa de serem salvos por helicópteros, alguns se abrigaram dentro dos banheiros do prédio, enquanto outros se equilibravam nos parapeitos das janelas externas.
Quando as chamas já atingiam o 20° andar, muitas pessoas se atiravam pelas janelas diretamente no chão, as cenas eram horríveis, houve até um caso em que uma mãe se atirou do 15° andar com uma criança de pouco mais de um ano nos braços, onde milagrosamente a criança se salvou, enquanto a mãe morreu tão logo tocou o chão. Quando as escadas chegaram e foram posicionadas, os bombeiros subiram por elas para resgatar as pessoas, logo que chegou no 12° andar, um dos bombeiros avistou três corpos pegando fogo, em seguida ainda conseguiu encontrar uma menina viva, retornando à escada com a menina nas costas, começou a descê-la, quando de repente, um homem se atirou do 19° andar para tentar se agarrar ao bombeiro, desesperado para se salvar, ao cair acertou outro homem que pulara do 16° andar, também tentando se agarrar ao bombeiro, os dois homens trombaram na menina, que foi jogada no chão junto aos homens, o bombeiro não caiu por sorte, seu pé prendeu na escada, tudo isso acabou por matar a menina e um dos homens.
     Por volta das dez da manhã as pessoas já extremamente desesperadas começaram a se atirar como moscas, deixando as calçadas no entorno do prédio cheias de corpos e sangue. Das pessoas que fugiram para o topo do prédio, algumas se salvaram após um helicóptero da FAB ajudar nos resgates, porém a maioria morreu de intoxicação e devido ao calor escaldante que chegou a mais de cem graus Celsius. O fogo só foi contido próximo as duas da tarde, quando muitas das pessoas já haviam perecido.
     Após o fogo se extinguir, os bombeiros entraram no prédio e puderam ver o horror que aquilo havia se tornado, no total morreram 191 pessoas, e mais de 300 ficaram feridas. Um caso específico ficou marcado na mente dos bombeiros, dentro de um dos elevadores foram encontrados treze corpos de pessoas, os corpos estavam tão queimados que se fundiram uns aos outros, tornando a identificação impossível, tendo em vista que na época não haviam exames de DNA, os corpos foram separados de maneira imprecisa e enterrados lado a lado em um cemitério local, tempos depois o zelador do cemitério alega ter ouvido gritos e gemidos provenientes dos túmulos. Ainda segundo o homem, os barulhos só cessaram quando ele jogou água sobre os túmulos, costume esse que se mantém até os dias de hoje. Esse caso ficou conhecido como o caso das treze almas.
     Tempos depois o edifício foi reformado e renomeado para edifício Praça da Bandeira, mudando inclusive de número, atualmente funciona como prédio comercial, abrigando muitos escritórios, onde ainda hoje, pessoas relatam sons estranhos, coisas se movendo e vultos pelo local.
     No ano de 2004 uma monja budista foi chamada até o local para purificá-lo, a pedido da prefeitura de São Paulo, na gestão do então prefeito José Serra. A monja disse que ali se encontram inúmeras almas das pessoas que morreram no incêndio, sobretudo nos dois últimos andares e nos banheiros. Durante o procedimento, pessoas que acompanharam o processo disseram ter sentido muito frio, porém o dia era quente e não haviam aparelhos de ar condicionado ligados no local.
     E assim o edifício Praça da Bandeira, segue sendo um dos lugares mais estranhos e sombrios de que se tem notícias, um local profundamente abalado por eventos trágicos e um lugar que guarda marcas irreparáveis, que talvez somente o tempo possa apagar.
edifício Praça da Bandeira, antigo ed. Joelma